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domingo, 25 de outubro de 2026

Tereza Cristina critica demora do TSE e prorrogação determinada pelo STF: ‘Uma mancha’

A senadora Tereza Cristina (PP) criticou a demora do Tribunal Superior Eleitoral em analisar os pedidos de prorrogação do horário de votação neste segundo turno.

“2026 ficará como uma mancha para o nosso sistema eleitoral. Criada pela demora do TSE em analisar pedidos e agravada pela interferência indevida e intempestiva do STF. Que mais uma vez não observa os limites institucionais. Lamentável tudo isso. É realmente urgente a reforma do Judiciário!”, afirmou a parlamentar.

A crítica se refere à decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que determinou a prorrogação por duas horas do encerramento da votação em todas as seções do Brasil neste domingo (25), até 19h em Brasília e 18h no fuso de Mato Grosso do Sul.

A medida atendeu a uma reclamação constitucional da Coligação Brasil Pronto Pra Mais, que denunciou insuficiência na frota de transporte público em municípios baianos como Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, o que estaria prejudicando o deslocamento de eleitores aos locais de votação.

Diante da gravidade e urgência relatadas no final da tarde, Zanin determinou a extensão e deu ao TSE o cumprimento da decisão.

A coligação de Flávio Bolsonaro (PL) também havia solicitado a extensão do horário em áreas afetadas por chuvas em São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Até o momento, o TSE não se manifestou oficialmente sobre os pedidos.

O ministro Kássio Nunes Marques chegou a dar 30 minutos para que o plenário da Corte e a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestassem.

Em Mato Grosso do Sul, o TRE-MS afirmou que não recebeu nenhuma ordem formal do STF ou do TSE.

Segundo o juiz auxiliar da vice-presidência e corregedoria, Olivar Augusto Conneglian, as informações chegaram pela imprensa após as 16h, quando os boletins de urna já haviam sido emitidos.

“Assim, em Mato Grosso do Sul, como não tínhamos fila em local nenhum, não temos notícias de fila em local nenhum, estão sendo encerradas votações e estaremos, então, fazendo todo o procedimento normal como já previsto e aguardando eventual ordem formal do TSE ou do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

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