15/08/2016 12h46 – Atualizado em 15/08/2016 12h46
Ações da CPPM rende iniciativas e é presenteada com um belo depoimento
O mês de agosto e a campanha de 10 anos da Lei Maria da Penha está rendendo frutos e abrilhantando a CPPM com depoimentos emocionantes
Por Tainan Gama
Na manhã desta segunda (15), recebemos a visita da Coordenadora de Políticas Públicas para Mulher, Ana Maria Rezende e da Assistente Social Jozilene Maciel para colocar em nossa recepção o cartaz da Campanha Agosto Lilás – 10 Anos da Lei Maria da Penha.
O Jornal Correio do MS já vem acompanhando o trabalho da coordenadoria e agradece a equipe da CPPM por nos permitir participar desse projeto de perto e nos aproximar de cada novo acontecimento.
Acompanhamos também a equipe da CPPM na Escola Estadual Delfina Nogueira de Souza, para colocação de um cartaz e para fechar parceria com os alunos do 3º do Ensino Médio que no próximo dia 26 realizarão um trote solidário para a entrega de panfletos no centro da cidade.
“A violência doméstica contra a mulher salta aos nossos olhos como uma das batalhas sociais mais árduas a se vencer; exigindo, portanto, múltiplos esforços por parte de toda a sociedade. O histórico da luta pelos direitos das mulheres apresenta avanços significativos, embora ainda, tímidos em relação aos descompassos observados ao redor do mundo no que se refere às relações de gênero e, estes avanços foram e são frutos de diversas frentes e iniciativas que, de forma isolada ou articulada, promoveram algum tipo de transformação social em prol da igualdade e respeito entre todas e todos”. – parte retirada da cartilha de identificação do projeto Mulher Segura.
Na última sexta (12) nossa equipe esteve juntamente com a CPPM na Policia Militar e Policia Civil para entregar os cartazes ao delegado da Policia Civil Christian Duarte Mollinedo, e ao Tenente da Policia Militar Edson Glenfel Aquino Pinheiro. Ressaltando a importância do projeto que a CPPM realiza em parceria com a Policia Militar chamado Mulher Segura.
Através da matéria publicada na sexta-feira (12) a CPPM recebeu um depoimento, que para a equipe que trabalha empenhada no projeto é muito marcante. Uma das mulheres atendidas presenteou a equipe com um áudio.
“Eu não sabia que o projeto existia, eu sabia que existia um projeto que dava apoio a mulher que sofria violência doméstica, mais eu não sabia assim como é que entrava em contato, como é que elas vinham até a gente. E por aqui ser uma cidade pequena, eu achava que nem existia aqui. Eu fiquei muito feliz quando elas vieram até a minha casa me procuraram e me convidaram para participar do projeto, porque eu até então achava que o que eu tinha feito de ir na delegacia e dar parte e tudo era o fim. Pronto! Ali não ia ter mais nada, mais eu fiquei muito feliz de saber que sim, que existia pessoas para dar apoio, pessoas para conversar, pra saber como é que está, o que aconteceu depois. E eu fiquei muito contente quando elas vieram até mim e me convidaram para participar. Eu participo, pretendo participar mais e me ajuda bastante no meu dia, em tudo que eu penso, em tudo que eu acho, me ajuda a fortalecer, porque muitas vezes a gente acha que o que a gente fez está errado, que a gente não tem apoio de muita gente, como agir, e o depois e meu sinto muito segura com elas tirando todas as minhas dúvidas, meus medos, meus traumas e eu me sinto muito apoiada, como se eu tivesse um alicerce na minha vida. Quando eu estou lá eu que desabafo, converso. Quando eu me encontro. É lá que eu sei que o que eu fiz, estou certa, que eu tenho apoio de outras pessoas. E o que eu fiz todas deveriam fazer. A violência ela não tem que fazer parte do nosso cotidiano, da nossa vida, nossa realidade”. – Relato de uma mulher acompanhada pelo projeto.
- Denuncie, você não deve temer a ninguém. Ligue 180.



