06/03/2019 10h50 – Atualizado em 06/03/2019 10h50
Vizinhos reclamam do rastro de urina e destruição deixado por foliões de rua em Campo Grande
Moradores denuncia falta de educação, vandalismo e falta de infraestrutura
Por Guilherme Cavalcante – Midiamax
A manhã desta quarta-feira de Cinzas (6) revelou o lado desagradável da folia carnavalesca em Campo Grande: um rastro de destruição e um mar de urina registrados a partir da Avenida Mato Grosso com Calógeras, onde está o monumento da Maria Fumaça, até aproximadamente a esquina da Calógeras com a Rua Antônio Maria Coelho.
O local era a principal rota de dispersão do Carnaval de Blocos da Esplanada Ferroviária, que neste ano funcionou apenas até às 22h, devido a um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado com o MP-MS (Ministério Público Estadual).
Segundo os moradores da região, o festejo foi muito organizado nos limites da Esplanada. Os problemas começam, no entanto, após a Avenida Mato Grosso, sobretudo na rota de dispersão – e muito antes da festa chegar ao fim -, motivada pela falta de infraestrutura e, principalmente, pela falta de educação de parte dos foliões.
“Lá dentro é ótimo. É cercado, é muito organizado e seguro, tem toda uma estrutura. Mas fora [do isolamento] é diferente, porque aqui não tinha nem policiamento fixo e nem banheiro químico. Só que os ambulantes não ficavam lá dentro, ficavam aqui fora. Aí, quem consumia bebida e queria urinar fazia na rua, porque não tinha banheiro. O Centro está um nojo nessa manhã”, conta o funcionário público André Luiz Martins, de 40 anos, há 30 morador da região.
A dispersão também foi criticada, principalmente porque muitos foliões permaneceram na região. “Falaram que ia ter policiamento no entorno, infraestrutura, mas não teve nada disso. Foram quatro dias sem dormir direito, com medo de ter a casa invadida. Chegava um carro e colocava o som alto, eu fiquei desesperada”, conta Maria Acosta, 59 anos, dona de casa, há 11 morando no Centro. “O problema não é o Carnaval, são as pessoas”, completa.


