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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Buraco sem Fim: Justiça decide sobre R$ 429 mil apreendidos com Rudi Fiorese e empreiteiro

Juíza retirou o sigilo absoluto do processo, que aguarda denúncia do MP

A juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias, decretou o levantamento do sigilo absoluto do processo que apura o esquema de fraude em contratos do tapa-buraco envolvendo ex-servidores e empreiteiro em Campo Grande. Agora, os autos ficam disponíveis também para os advogados dos investigados.

Conforme decisão, a magistrada ainda definiu o destino dos cerca de R$ 429 mil em espécie apreendidos — parte com o ex-secretário de obras Rudi Fiorese e parte com o pecuarista Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, o ‘Peteca’, apontado pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) como o verdadeiro dono da Construtora Rial, registrada no nome do filho dele, o engenheiro Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, e da esposa de Peteca, Liene Gusmão Jacques Pedrosa.

Durante o cumprimento das ordens judiciais de busca e apreensão, na terça-feira (12), foram encontrados valores altos em dinheiro vivo, totalizando pelo menos R$ 429 mil. Só no endereço de Rudi, havia R$ 186 mil em espécie. No imóvel do empreiteiro, havia R$ 233 mil, também em notas.

Então, a juíza profere: “Expeça-se guia para depósito em subconta vinculada ao feito, conforme pleiteado pelo Ministério Público, e no tocante à importância em moeda estrangeira apreendida, determino que seja a quantia encaminhada à Caixa Econômica Federal, por meio de oficial de justiça, para eventual conversão e posterior depósito em subconta vinculada ao feito”.

Essa deve ser uma das últimas decisões do Núcleo de Garantias, que é a vara responsável por acompanhar o inquérito em sua fase inicial de investigação.

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