Campo Grande, Quinta-feira 25 de abril de 2019
12/09/2018 07h59 - Atualizado em 12/09/2018 07h59

Zé Teixeira é preso acusado de emitir notas falsas para legalizar propina

Deputado estadual é acusado de emitir R$ 1,6 milhão em notas falsas para legalizar suposta propina da JBS a políticos de MS

Por Helio de Freitas, de Dourados do Campo Grande News

Agentes da PF na casa do deputado Zé Teixeira, em bairro nobre de Dourados (Foto: Marciel Arruda/RIT TV) Agentes da PF na casa do deputado Zé Teixeira, em bairro nobre de Dourados (Foto: Marciel Arruda/RIT TV)

O deputado estadual Zé Teixeira, uma das principais lideranças do DEM em Mato Grosso do Sul, foi preso nesta manhã, na Operação Vostok, desencadeada pela Polícia Federal para investigar esquema de pagamento de propina envolvendo autoridades do Executivo, Legislativo e o TCE (Tribunal de Contas do Estado).

O decano da política sul-mato-grossense foi preso no Hotel Jandaia, em Campo Grande, onde se hospeda nos dias em que participa de sessões da Assembleia Legislativa e outros compromissos políticos. Em seguida foi levado para a Superintendência da PF.

Em Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande e base eleitoral de "seu Zé", como é mais conhecido, a Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão no escritório dele localizado na Avenida Weimar Gonçalves Torres e na residência do deputado, em um bairro nobre da área central, perto do Hospital Santa Rita.

No sexto mandato de deputado estadual, Zé Teixeira foi citado na delação premiada dos executivos da JBS. Ele seria um dos produtores rurais responsáveis em emitir notas falsas para legalizar o pagamento de propinas.

O executivo da JBS Ricardo Saud e dos irmãos Joesley e Wesley Batista afirmaram que Zé Teixeira emitiu duas notas fiscais para "esquentar" o pagamento de R$ 1,6 milhão.

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