Campo Grande, Terça-feira 23 de abril de 2019
22/01/2019 19h16 - Atualizado em 22/01/2019 19h16

Vereador de Campo Grande é acusado de estuprar garoto de 13 anos

Pais disseram que ele teria confessado e dito que estava sob efeito de drogas

Por Clayton Neves e Mariana Rodrigues - Midiamax

Vereador por Campo Grande, Eduardo Romero (Rede) é acusado de ter estuprado um garoto de 13 anos em novembro de 2017. O caso, que tramita em segredo de Justiça, teria acontecido na casa do vereador e, em depoimento à polícia, os pais da vítima afirmaram que o parlamentar teria confessado o crime e justificado dizendo que estava sob efeito de drogas.

De acordo com informações do Boletim de Ocorrência o abuso teria acontecido no dia 12 de novembro de 2017, no entanto, foi descoberto pela família somente cinco dias depois. À polícia, a mãe do menor de idade contou que desconfiou depois de notar diferença no comportamento do filho que, entre outras coisas, não queria mais ir à escola, reclamava de dores de cabeça e estava arredio.

Após conversa, o garoto decidiu contar à mãe sobre o caso. Segundo o menino, no dia do crime ele havia ido até a casa do vereador para ajudar um tio que fazia uma reforma no local. Lá, ele ficou responsável por passar fios para o tio que estava na laje da casa.

Momentos depois, Romero teria chegado ao local e, ao perceber que a vítima estava sozinha, o chamou para ir até um dos quartos. Lá, o vereador teria pedido para tocar o garoto, mas teve o pedido negado. Mesmo assim, segundo o menino, Eduardo teria abusado sexualmente dele.

Consta no registro da ocorrência que depois do estupro o parlamentar ainda teria convidado a vítima para ir até a residência à noite.

Ao saber do fato, o tio do garoto foi até a casa do vereador para tomar satisfação. De acordo com ele, inicialmente Romero negou o crime, no entanto, cerca de quinze minutos depois, ligou mandou uma mensagem dizendo que queria conversar com os pais do menor de idade.

Na casa, o parlamentar teria chorado e confessado o crime para os pais, conforme depoimento deles à polícia. Para justificar, o vereador teria dito que estava sob efeito de drogas. Ele se desculpou, mas, devido ao estado em que o menor de idade estava, os pais decidiram procurar a polícia.

O caso foi registrado como estupro de vulnerável na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Piratininga.

Em nota, Eduardo Romero negou o crime e classificou a denúncia como "falsa e indevida"

Confira o texto enviado por ele na íntegra

Nota de esclarecimento

Quanto a acusação que está circulando nas redes sociais e imprensa, esclareço: Trata-se de uma acusação totalmente falsa e indevida. Estar na política te transforma em inimigo de muita gente, e não medem esforços para prejudicar e tirar de cena.

A justiça está fazendo seu trabalho e em breve teremos as respostas. Confio na Justiça e em Deus, e tenho a consciência tranquila.

Mas deixo o questionamento: como um processo sigiloso torna-se público gerando prejuízos incalculáveis, antes mesmo da decisão da própria Justiça? Absurdo. Eduardo Romero

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