Campo Grande, Terça-feira 19 de março de 2019
14/02/2019 15h27 - Atualizado em 14/02/2019 15h27

PF faz buscas em empresa com R$ 22 milhões de contratos com Governo de MS


Por Evelin Cáceres - Thatiana Melo e Mariana Rodrigues - Midiamax

PF na agência de publicidade (Foto: Marcos Ermínio) PF na agência de publicidade (Foto: Marcos Ermínio)

A Polícia Federal realiza na manhã desta quinta-feira (14) buscas na empresa Think Service Design LTDA, no Cidade Jardim, em Campo Grande, durante a Operação Aprendiz, deflagrada pela 30ª Promotoria do Patrimônio Público, chefiada pelo promotor de Justiça Marcos Alex Vera de Oliveira.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação tem como objetivo apurar a aquisição superfaturada de cartilhas educativas pela Secretaria de Estado da Casa Civil, entre os meses de junho de 2015 e agosto de 2016. Até o momento o prejuízo causado aos cofres público do Estado estaria estimado em R$ 1.600.577,00.

ntre os anos de 2015 e 2016, o governo do Estado empenhou R$ 22 milhões em recursos para a agência de publicidade, dos sócios Luigi Toninelo e Adriany Bueno. A pasta contratante estava sob o comando do então Secretário da Casa Civil, Sérgio de Paula, atual Secretário Especial de Articulação Política.

Quatro agentes da Polícia e um da CGU (Controladoria-Geral da União) chamaram um chaveiro para abrir a porta do local e duas testemunhas. A sócia Adriany chegou logo em seguida, sem dar declarações à imprensa.

A Operação "Aprendiz" é um desdobramento da Operação "Toque de Midas II", realizada pela PF e CGU em maio de 2017, onde foram apreendidos documentos que revelaram burla a exigência de licitação, além de superfaturamento e sobrepreço na aquisição de material educativo pelo Governo do Estado.

A análise dos documentos pela CGU revelou, em relação a apenas uma das cartilhas adquirida pela Secretaria de Estado da Casa Civil em junho de 2015, com intermediação de Agência de Publicidade, um sobrepreço de 992%.

As apurações relacionadas a Operação "Aprendiz" seguem sob a responsabilidade da 30ª Promotoria do Patrimônio Público de Campo Grande, com apoio da PF e da CGU.

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