Campo Grande, Segunda-feira 22 de abril de 2019
19/03/2019 16h54 - Atualizado em 19/03/2019 16h54

"Acabou a mamata", diz prefeito sobre quem vence licitação e pede aditivo

Ele citou como exemplo a empresa que venceu para reformar o Guanandizão por menos do que era previsto e acabou desistindo

Por Viviane Oliveira e Danielle Valentim-Campo Grande News

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) reclamou nesta manhã (19), durante a posse dos Conselheiros Tutelar, na Esplanada Ferrovia, das empresas que anunciam valor baixo para vencer a licitação e depois pedem aditivo para terminar a obra. "A mamata acabou", disse.

Ele citou como exemplo a empresa Ajota Engenharia e Construção que venceu a licitação para reformar o Estádio Guanandizão por R$ 500 mil a menos do que era previsto. "O que aconteceu? Desistiram! O problema é que a legislação não nos dá um meio de punição. Situação como esta atrasa a obra em 1 ano", lamentou.

A solução, segundo o prefeito, será chamar a outra empresa que ganhou em 2º lugar. "Porém, a empresa vai ter que aceitar a fazer o serviço pelo preço publicado no dia da licitação. Ela também não vai aceitar, mas não vamos aditar nada. Ganhou, ganhou, perdeu, perdeu num preço justo", afirmou.

Ainda conforme Marquinhos, nas gestões anteriores, as empresas vencia por um valor baixo e depois pediam mais dinheiro para finalizar as obras. "A prefeitura não vai mais aceitar isso", disse. Questionado sobre a Engepar Engenharia, responsável pela obra, do Reviva Campo Grande que pediu aditivo de R$ 12 milhões, o prefeito explicou que a aprovação depende do BID (Banco Interamericano do Desenvolvimento).

"A Engepar não licitou o serviço noturno e a obra vai ficar mais cara em razão disso. Se o banco quiser aditar o problema é deles". A Engepar venceu a concorrência, apresentando o valor de R$ 49.238.507,65. Os demais adversários foram desqualificados da disputa.

A desistência, segundo o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fioresi, vai gerar multa e penalidade à empresa. As punições são multa de 2% do valor total da obra, que foi fixada em R$ 2,2 milhões, e impedimento da empresa de contratação com a Prefeitura de Campo Grande pelo prazo de dois anos.

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