Campo Grande, Segunda-feira 17 de dezembro de 2018
16/11/2018 08h05 - Atualizado em 16/11/2018 08h05

Menino que toca acordeon na fazenda desde 4 anos faz shows em SP e MS: 'No início, os bois eram meu público'

Estudante é autodidata, possui rotina diária de ensaio e diz que se inspira em grandes artistas. Quando começou a tocar, mãe diz que instrumento ainda era maior do que ele.

Por Graziela Rezende, G1 MS

Menino começou a tocar acordeon aos 4 anos em MS — Foto: Redes sociais/Reprodução Menino começou a tocar acordeon aos 4 anos em MS — Foto: Redes sociais/Reprodução

O talento foi herdado dos pais para o filho, que começou tocando acordeon quando o instrumento ainda era maior que ele. Dos 4 para os 13 anos, Roaldo Alexandre evoluiu e atualmente possui uma rotina diária de ensaio, em Nova Alvorada do Sul, a 120 km de Campo Grande. O menino conta que já se apresentou em São Paulo, em uma emissora de TV católica, e agora passa o final de semana viajando e animando eventos em diversos municípios de Mato Grosso do Sul.

"No início, os bois eram meu público. Eu ainda continuo tocando na fazenda para eles, faço ensaio todos os dias. Antes, brincava e fingia que ali era o meu palco. Agora, sinto que isto acontece quando eu chego em um lugar e vejo um monte de gente me esperando paea apresentação. Meu sonho é viajar bastante, ainda mais e tenho como inspiração grandes artistas como Zezé Di Camargo e Luciano, Milionário e José Rico, além de Luan Santana, entre outros", afirmou ao site G1 o adolescente.

Com quatro irmãos em casa, Roaldo conta que ele é o único que se interessou pela música. "Fui pegando gosto e sempre vi meus pais ao redor desta arte. Na minha rotina, acordo às 5h30 (de MS), pego a Van, vou para escola e saio às 11h. Em seguida, chego em casa, troco de roupa, almoço, descanso um pouco e faço as tarefas. A próxima coisa que faço é o ensaio, uma hora por dia mais ou menos. Depois, vou brincar", explicou Roaldo.

A mãe do menino, a dona de casa Jovelina Crispim Pereira de Ávila, de 49 anos, comentou o incentivo da família. "Quando mais jovens, eu e meu esposo tínhamos um grupo, então ele participava e sempre gostou, falo que desde bebê. E o negócio dele é o chamamé. O primeiro instrumento foi o acordeon de 8 baixos, depois o de 12 e agora o de 120, que é o qual ele se apresenta", comentou.

Ainda conforme Jovelina, o filho é autodidata. "Ele quer continuar estudando música, aprendeu muita coisa sozinho. Em 2013, no final do ano, ele conseguiu gravar um CD e agora estamos batalhando para ajudá-lo novamente. Agora mesmo estou fazendo doces para um churrasco em que vamos usar a renda para o próximo trabalho, que ele quer lançar em 2019", finalizou.

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