Campo Grande, Sexta-feira 24 de maio de 2019
07/05/2019 17h12 - Atualizado em 07/05/2019 17h12

Levantamento aponta que metade das instituições públicas de MS estão vulneráveis à corrupção

Das 282 instituições públicas analisadas, entre federais, estaduais ou municipais, apenas 25, pouco mais de 8% por cento, apresentaram ferramentas eficientes de combate à corrupção.

Por Fabiano Arruda, G1MS e TV Morena

Um levantamento feito pelos órgãos de controle do estado, mostrou que apenas 8% das instituições pesquisadas são eficientes nas ferramentas de controle para combater a corrupção.

O aprimoramento das ferramentas de prevenção e combate à corrupção, em órgãos públicos, foi debatido nesta terça-feira (7), em uma conferência em Campo Grande (MS). O resultado de uma auditoria mostrou o nível de vulnerabilidade das instituições. Medidas foram sugeridas aos gestores para reverter a situação.

Das 282 instituições públicas analisadas, entre federais, estaduais ou municipais, apenas 25, pouco mais de 8% por cento, apresentaram ferramentas eficientes de combate à corrupção. Cento e quarenta e uma, metade delas, foram classificadas como muito vulneráveis aos corruptos.

De acordo com Tiago Costa, secretário do Tribunal de Contas da União de Mato Grosso do Sul (TCU-MS), o resultado não classifica o município como corrupto.

"Não significa que o município é corrupto ou a instituição é corrupta, mas se houve algum corrupto ele tem grande chance de lograr êxito lá dentro".

Segundo a auditoria, os órgãos municipais são os menos preparados para combater esse crime. A auditoria também mostrou falhas na escolha de administradores do bem público. De 1.572 dirigentes avaliados, 47 não são ficha limpa, 680 não têm experiência e 281 não têm curso superior. Na ocasião, dois decretos foram assinados pelo governo do estado para melhorar a gestão e a transparência dos gastos públicos.

Na operação mais recente feita no estado, em abril de 2019, o grupo de atuação especial de combate ao crime organizado, descobriu desvio de verba pública na câmara municipal de Água Clara (MS). Os investigados fraudavam licitações para beneficiar determinadas empresas, os prejuízos segundo o Ministério Público, podem chegar a R$ 900 mil. Foram presos dois ex-presidentes da câmara e dois empresários.

De acordo com o levantamento, os níveis de corrupção no Brasil aumentaram muito nos últimos anos. O país está na centésima quinta posição, em um ranking que reúne 180 países. A pontuação brasileira passou de 37 para 35, numa escala que vai de zero a cem.

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