Campo Grande, Sexta-feira 19 de abril de 2019
05/03/2014 11h05 - Atualizado em 05/03/2014 11h05

Policial matou em 15 segundos 4 envolvidos no massacre na China

Ataque a punhaladas deixou mais de 30 mortos em estação de trem, policial chegou ao local 10 minutos após início do ataque.

Da France Presse

Em 15 segundos um policial matou quatro dos oito membros do grupo que assassinou a punhaladas mais de 30 pessoas numa estação de trem da cidade chinesa de Kunming - segundo declarações feitas pelo próprio agente à televisão estatal.

Incidente, com a participação de 'terroristas' armados de facas, deixou 33 mortos, incluindo quatro dos agressores, que foram mortos a tiros. (Foto: AFP) Incidente, com a participação de 'terroristas' armados de facas, deixou 33 mortos, incluindo quatro dos agressores, que foram mortos a tiros. (Foto: AFP)

O policial, cujo nome não foi divulgado, chegou à estação 10 minutos após o começo do ataque, liderando uma equipe de quatro homens. Ele era o único de posse de uma arma de fogo, explicou a emissora.

Quando chegou ao local, "alguns passageiros estavam estirados no chão e os criminosos continuavam os apunhalando", relatou o policial, cujo rosto não foi mostrado.

O policial fez um disparo de advertência e logo disparou contra o primeiro assassino "vestido de preto e com uma máscara" que empunhava "um facão de cerca de 60 a 70 com de cumprimento", disse.

"Quatro homens correram em minha direção. Matei todos eles", e logo feri outro, afirmou o policial, que acredita ter salvo "muitas vidas".

"Tive provavelmente 15 segundos entre o primeiro disparo e o momento em que os matei", afirmou.

No massacre de Kunming, sudoeste da China, além das vítimas fatais 143 pessoas ficaram feridas. O governo chinês acusa os "separatistas de Xinjiang" de serem os autores do massacre. A região de Xinjiang, oeste da China, é habitada majoritariamente pelos uigures, muçulmanos de língua turca.

Na segunda-feira a polícia informou que quatro criminosos morreram e uma mulher ferida foi presa no local, e que o líder do grupo se chamaria Abdurehim Kurban.

Quatro dias após a matança, a polícia seguia patrulhando a estação de trens e o aeroporto de Kunming. O hospital onde os feridos foram internados também estava com a segurança reforçada.

O Congresso Mundial Uigur - organização baseada na Alemanha - 'condenou a violência' e pediu para que a China não inicie uma caça ás bruxas contra os uigures.

A União Europeia condenou o ataque "terrorista" da estação de Kunming, e manifestou seu pesar pelas vítimas.



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