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quarta-feira, 4 de março de 2026

Marquinhos faz compromisso com setor industrial

20/09/2016 11h04 – Atualizado em 20/09/2016 11h04

Marquinhos faz compromisso com setor industrial e promete rever política de incentivos

Por Lidiane Kober

O candidato à Prefeitura de Campo Grande pelo PSD, Marquinhos Trad, participou, na noite de segunda-feira (19), de evento promovido pela Fiems (Federação das Industrias de Mato Grosso do Sul), a fim de debater alternativas para fortalecer as indústrias já instaladas no município e atrair novos empreendimentos. Na ocasião, o candidato se comprometeu a por em prática algumas iniciativas para alavancar o setor e prometeu rever a política de incentivos fiscais.

As demandas apresentadas pelo presidente da Fiems, Sérgio Longen, foram baseadas em cinco pilares: incentivos fiscais, zoneamento industrial, PPPs (Parcerias Público-Privada), Ecopontos e alvarás e licenciamentos.

Na parte de incentivos fiscais, a Fiems propôs a criação de um novo modelo para o Programa de Desenvolvimento Econômico e Social com normas claras e modernas, em que, na própria lei, por exemplo, o empresário interessado em investir na Capital, já conheça as regras e os incentivos.

O presidente da instituição destacou a importância da formação do conselho de desenvolvimento ser tripartite constituído pelos trabalhadores, entidades empresariais e o poder municipal, a fim de aumentar a capacidade de trazer grandes benefícios à cidade para gerar, por exemplo, empregos. Ele lembrou que, atualmente, Campo Grande tem 91 mil desempregados.

Em resposta, Marquinhos se comprometeu acatar a proposta do setor industrial de alterar a política de concessão de incentivos e lembrou que as decisões tomadas no conselho de desenvolvimento precisam ser seguidas pelo prefeito, pois partem de um corpo técnico que sabe exatamente o que bom para a economia da cidade. O candidato também destacou a importância do entendimento entre os poderes, além da parceria com a própria instituição.

“A primeira coisa que iremos fazer é firmar a paz entre Executivo e Legislativo, já que a falta de união gera números altos como os 91 mil trabalhadores desempregados. Ninguém conhece melhor a geografia industrial do que vocês, empresários do setor e, por isso, quero trabalhar com a ajuda da Fiems e apoiar o setor industrial. Devemos caminhar de mãos dadas e não de costas um para o outro”, afirmou.

Quanto a questão do zoneamento industrial, o candidato ressaltou ser necessário ações para minimizar e resolver os problemas vividos pela população que se estabeleceu no entorno dos núcleos industriais. “A falta do cumprimento das regras estabelecidas gera intranquilidade para todos e não vejo nenhum contratempo em relação à adequação da legislação”, pontuou.

Já sobre as PPPs ele falou que toda parceria é saudável, principalmente, quando traz para o bem comum. “Estive no Núcleo Indústria de Indubrasil e todas as mães me questionaram sobre a falta de creche. Isso é um problema que vem se arrastando desde outras gestões. Então, precisamos ter um projeto de lei, a minuta dele precisa unir o município, as entidades de classe e os empresários para que nós possamos avançar em um interesse mútuo”, analisou, prometendo que, caso seja eleito, buscará parcerias com o setor privado, levando melhorias para a indústria que vai investir e para as famílias que moram por lá.

Marquinhos também comentou sobre a proposta para criação dos Ecopontos, sendo uma alternativa a mais para minimizar os problemas ecológicos. Ele lembrou que Campo Grande nasceu entre um rio e 33 córregos, sendo que 50% já estão assoreados e, por isso, ocorrem dos pontos de alagamento na cidade. “Essa proposta dos Ecopontos é uma ideia que dá para amadurecer bastante e vai privilegiar toda a sociedade. É um ponto que a gente pode amadurecer”, declarou.

A respeito das concessões de alvarás e licenciamentos, Marquinhos garantiu celeridade, pois entende que dessa forma trará benefícios para os empresários e para a própria prefeitura. “Essa proposta vai gerar mais tributos para a cidade e, por isso, entendo que secretários municipais devem ser técnicos e não fruto de indicações políticas sem embasamento. Na nossa gestão, nós vamos colocar pessoas que entendem do assunto. Essa proposta interessa ao município e a todos nós. Campo Grande precisa de um choque de gestão. Gestão eficiente e de alto nível. Eu espero contar com a ajuda e parceria de vocês para administrar essa cidade”, finalizou.

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