Sessão ordinária desta quinta foi suspensa para uma reunião a portas fechadas
Pelo menos nove vereadores da Câmara de Campo Grande assinaram o documento que pede a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga os buracos da Capital. Nesta manhã de quinta-feira (15), a sessão ordinária foi suspensa para uma reunião a portas fechadas para debater a possível abertura de uma CPI.
É necessário o apoio de, ao menos, dez parlamentares para que o pedido de CPI seja encaminhado à análise da Procuradoria da Casa de Leis, que pode recomendar ou não a abertura da CPI.
Os vereadores aprovaram um requerimento para convocar o titular da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) de Campo Grande, André de Moura Brandão, para prestar informações sobre a operação de tapa-buracos, na sessão ordinária de 20 de outubro. Somente no primeiro semestre de 2026, mais de 9 mil indicações relacionadas à tapa-buracos foram apresentadas pelos vereadores.
Na manhã de hoje, o Jornal Midiamax conversou com o presidente da Câmara, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), que comentou o tema. O chefe do Legislativo, até então, disse que oito vereadores haviam assinado o documento, mas, durante a sessão ordinária de hoje, mais um parlamentar foi favorável à proposta.
Conforme a assessoria de comunicação da Casa de Leis, a sessão foi suspensa, mas os vereadores retomaram com as votações ainda nesta quinta-feira.
Transporte
Os vereadores aprovaram, durante a sessão, o Requerimento 83, solicitando informações e documentos à prefeita Adriane Lopes (PP) relativos à negociação de aquisição das empresas integrantes do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo da Capital, pelo Grupo HP Mobilidade, por intermédio da empresa Maas Administração e Participações Ltda.
O requerimento de autoria do vereador Maicon Nogueira (PP) questiona 16 itens, entre valores, composição societária e fiscalização da operação.

