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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Após se afogar, bebê de 11 meses deixa UTI do Hospital Unimed CG nos braços da mãe

Depois de 15 anos atuando em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, a médica pediatra e neonatologista, Louise Caroline Zangari, viveu o outro lado da medicina, depois de ver a filha Marcela, de apenas 11 meses, lutar pela vida.

A pequena deu entrada no Hospital Unimed Campo Grande no dia 19 de setembro, em estado crítico, após se afogar em uma piscina. Antes, foi reanimada pela própria mãe e por um vizinho, também médico.

“Quando peguei a Marcela da piscina, ela estava ‘parada’, sem respirar. Então comecei a massagem cardíaca. Quando chegaram meu irmão, uma amiga e o esposo, que é médico também, continuamos. Depois de oito minutos, meu vizinho falou: ‘Ela voltou, ela tem batimento cardíaco’. Ali eu ouvi a voz de Deus dizendo que seria difícil, mas que tudo ficaria bem”, conta Louise.

Acostumada a lidar com situações delicadas envolvendo bebês e recém-nascidos, Louise precisou, naquele momento, ocupar um outro lugar: o de mãe de uma criança internada em estado grave. Os dias na UTI Pediátrica foram de angústia, mas também de muita fé. “Foram dias muito difíceis. Eu tentei, a todo momento, entregar toda a confiança à equipe que estava ali cuidando da Marcela, porque eu estava ali como mãe e sabia que todos estavam fazendo o melhor por ela”.

E foi na UTI que a angústia deu lugar à emoção, quando Marcela abriu os olhos e começou a se movimentar. “Quando a minha filha abriu os olhos ali na UTI e já começou a mexer os braços, olhar para todos os lados, foi uma alegria tão grande. Vi os médicos e toda a equipe emocionados, chorando, felizes, porque foi um grande milagre”, lembra a mãe, entre sorrisos e os olhos marejados.

Após 11 dias de internação e uma cirurgia neurológica, a pequena Marcela recebeu alta da UTI e deixou o setor nos braços da mãe, em um momento preparado pela equipe do Hospital Unimed Campo Grande. No corredor, balões, abraços e os três irmãos, de 8, 6 e 4 anos, que aguardavam ansiosos para ver a irmã.

O pai não pôde estar presente naquele momento, mas acompanhou de perto cada passo da recuperação, e agora celebra, ao lado da esposa e dos filhos, a vitória da caçula, que segue sendo cuidada no apartamento do hospital.

Ao tocar o “sino da vitória”, símbolo de esperança e superação vividos no hospital, Louise não conteve a emoção. Para ela, a trajetória da filha tem um significado que vai além do que consegue explicar. “A Marcela é um milagre, que contrariou as expectativas do que a gente sabe que é o ‘limite’ da medicina. Tenho certeza que Deus usou muito a equipe, os médicos, as pessoas que oraram por nós para que a nossa filha estivesse aqui, bem, saudável e sorridente”.

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