O rendimento médio mensal dos trabalhadores de Mato Grosso do Sul no primeiro trimestre de 2026 ficou em R$ 3.658,00, conforme dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar) realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e divulgada nessa quinta-feira (14). O valor corresponde a quase 1,5 salário mínimo e está acima da média nacional, que ficou em R$ 3.610,00.
Os dados da Pnad Contínua do primeiro trimestre de 2026 foram compilados pela Assessoria de Economia da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e constam no Observatório do Trabalho no MS. A população total do Estado é de 2,865 milhões, porém o grupo considerado com idade para trabalhar é composto por pessoas acima de 14 anos e soma 2.284.000 (79,72% do total da população).

Desse grupo com idade para trabalhar, considera-se a Força de Trabalho aqueles que estão, de fato, disponíveis para exercer alguma atividade remunerada. Em Mato Grosso do Sul no primeiro trimestre do ano a Força de Trabalho reunia 1,482 milhão (51,72% da população geral), enquanto outros 802 mil estavam fora do mercado por razões diversas: preferem só estudar, são aposentados ou pensionistas ou estão ocupados com outras funções não remuneradas.
Dessa forma, a quantidade de trabalhadores em Mato Grosso do Sul que estão disponíveis para trabalhar e não conseguiram uma colocação no primeiro trimestre do ano somou apenas 56 mil pessoas, ou 3,8% do grupo componente da Força de Trabalho. Essa é a sexta menor taxa de desocupação do país, atrás de Santa Catarina (2,7), Mato Grosso (3,1), Espírito Santo (3,2), Paraná (3,5) e Rondônia (3,7).
Em relação ao último trimestre de 2025, a taxa de desocupação no Estado apresentou uma ligeira alta (de 2,4% para 3,8%), mas esse movimento é considerado normal e esperado, conforme explicou o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Artur Falcette. “No último trimestre a taxa de desocupação costuma ser a menor do ano devido às contratações temporárias nos setores de Comércio e Serviços para atender a demanda de fim de ano. Parte desses trabalhadores são desligados no início do ano, o que faz com que a taxa de desocupação aumente no primeiro trimestre”, afirmou.

Comparada ao primeiro trimestre de 2025, quando a taxa de desocupação foi de 4%, nesse ano houve uma variação para baixo de 0,2 ponto percentual, o que mostra a capacidade da economia de reter parte das contratações temporárias de fim de ano, prosseguiu o secretário. Já em comparação com o país (6,1%), a taxa de desocupação no Estado, no trimestre passado, foi menor em 2,2 pontos percentuais.
Além disso, desde o 3º trimestre de 2020 a taxa de desocupação em Mato Grosso do Sul vem numa sequência de queda, atingindo o menor percentual no último trimestre do ano passado, com apenas 2,5% da população na Força de Trabalho sem uma ocupação.
Texto: João Prestes
Imagem da capa: PortalGovBR


