A estratégia da legenda é identificar qual perfil tem maior potencial de ampliar votos
O PL, partido do senador Flávio Bolsonaro (RJ), iniciou a realização de pesquisas quantitativas e qualitativas para avaliar ao menos quatro possíveis nomes para vice em uma eventual chapa presidencial liderada por ele.
A estratégia da legenda é identificar qual perfil tem maior potencial de ampliar votos e, ao mesmo tempo, reduzir a rejeição do senador em um cenário de disputa contra Lula. A definição do nome deve ocorrer após a análise desses levantamentos.
Entre os cotados, estão o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo); a senadora Tereza Cristina (PP-MS); e as deputadas Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE).
De acordo com lideranças do partido, há uma inclinação significativa pela escolha de uma mulher para a vice. A avaliação interna é de que essa composição pode ajudar a suavizar a resistência de parte do eleitorado feminino ao bolsonarismo, conforme o Metrópoles.
Nesse grupo, Tereza Cristina aparece como uma das mais bem posicionadas, embora demonstre resistência à possibilidade. Durante a agenda na Expogrande, em Campo Grande, o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, disse que a senadora é a “vice dos sonhos”.
O filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro elogiou a parlamentar sul-mato-grossense, que é apontada como uma possível vice em sua chapa: “Tereza é o sonho de consumo de todo mundo, sou fã. Mas vice vai ser muito mais para frente”,

Deputada Simone Marquetto, ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Casa Civil), e Clarissa Tércio (Fotos: Reprodução, Câmara dos Deputados e Casa Civil)
Já Simone Marquetto teria como trunfo a ligação com o eleitorado católico, hoje mais alinhado a Lula.
Clarissa Tércio, por sua vez, poderia contribuir para fortalecer a presença de Flávio Bolsonaro no Nordeste, região historicamente favorável a candidatos do PT. A parlamentar pernambucana também dialoga com o público evangélico.
Romeu Zema entra na lista com o peso do eleitorado mineiro, considerado estratégico em eleições presidenciais. Apesar disso, levantamentos internos do PL indicam que sua influência em âmbito nacional ainda é limitada.


