O Ministério da Saúde convocou coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (10) para anunciar medidas de reforço na assistência especializada em saúde na cidade de Dourados, a 233 km Campo Grande. A cidade vive epidemia de chikungunya.
Conforme o Ministério, serão detalhados recursos que vão contemplar o custeio de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) adulto e pediátrico, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), a implantação do IAE-PI (Incentivo à Atenção Especializada aos Povos Indígenas), entre outros serviços.
A coletiva será nesta sexta-feira (10), às 14h30, no Hospital Regional de Dourados, com a presença do diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabelli.
Os reforços integram um conjunto de ações do Governo Federal para intensificar as medidas emergenciais de enfrentamento à chikungunya no município e na região.
O Hospital Regional de Dourados fica na BR-463, km 37, na área rural de Dourados.
Situação da epidemia
Em Mato Grosso do Sul, 16 municípios enfrentam epidemia de chikungunya. O Estado acumula 4.214 casos prováveis da doença, além de sete mortes confirmadas e três óbitos em investigação.
No dia 31 de março, eram 14 cidades nesta situação. Ou seja, em dez dias, mais dois municípios entraram na faixa de epidemia, com incidência superior a 300 casos por 100 mil habitantes.
Considerando todas as cidades de Mato Grosso do Sul, a incidência chega a 144,1 casos por 100 mil habitantes no Estrado — quase 13 vezes maior que a média nacional, de 11,4.
Os dados foram publicados nesta semana, no painel de monitoramento das arboviroses do Ministério da Saúde, com informações atualizadas até o último sábado (4). No último boletim epidemiológico da SES-MS (Secretaria Estadual de Saúde de MS), eram 3.657 casos prováveis, até o dia 28 de março. Em uma semana, o Estado somou mais 557 registros da doença, entre confirmações e suspeitas.
MS lidera números de chikungunya
Em todo o Brasil, são 15 mortes confirmadas — ou seja, quase metade está concentrada no Estado.
O Brasil tem 24.378 casos prováveis de chikungunya. Assim, Mato Grosso do Sul representa 17,2% do total nacional. O Estado lidera o ranking de incidência desde o início do ano, seguido de Goiás (95,6), Rondônia (30,7), Minas Gerais (30,4), Mato Grosso (18,4), Tocantins (16,8) e Rio Grande do Norte (12,3).
Os dados foram publicados nesta semana, no painel de monitoramento das arboviroses do Ministério da Saúde, com informações atualizadas até o último sábado (4). No último boletim epidemiológico da SES-MS (Secretaria Estadual de Saúde de MS), eram 3.657 casos prováveis, até o dia 28 de março.
O que é a chikungunya

A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus CHIKV e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. O vírus foi introduzido nas Américas em 2013, quando provocou epidemias em diversos países.
Os sintomas são semelhantes aos da dengue, mas costumam ser mais intensos e duradouros. Febre alta e dores articulares marcantes são características da doença, podendo persistir por mais de 15 dias. Em mais da metade dos casos, as dores nas articulações podem se tornar crônicas e durar anos.
Além disso, a doença pode provocar complicações cardiovasculares, renais, dermatológicas e neurológicas, incluindo encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré e outras condições graves. Em casos mais severos, pode haver necessidade de internação e risco de morte.
Diante de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico para diagnóstico adequado. Os exames laboratoriais e testes diagnósticos estão disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde).


