05/02/2021 13h50 – Atualizado em 05/02/2021 13h50
Servidora do TRE-SC ingressou na Justiça Eleitoral inspirada pela mãe
Por Infocoweb
Foram a dedicação e a garra da mãe, Maria de Lourdes, que inspiraram Ana Patrícia Tancredo Gonçalves a seguir carreira na Justiça Eleitoral. A matriarca integrou, entre 1962 e 1988, o quadro de servidores do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), do qual agora a filha Ana Patrícia faz parte e onde, durante dois anos, as duas chegaram a trabalhar juntas. Anos depois, naquelas reviravoltas que a vida dá, foi a vez do irmão, Paulo Ricardo, ingressar na Justiça Eleitoral.
Confira o depoimento de Ana Patrícia
A história da família Tancredo Gonçalves se mistura com a da Justiça Eleitoral, mas não era parte do plano de vida. A trajetória de Ana Patrícia na JE começou a ser traçada por acaso ou, para quem acredita, talvez por força do destino: ela era servidora do Banco do Estado de Santa Catarina quando, precisamente em 1986, foi requisitada pelo TRE estadual para ajudar no recadastramento nacional de eleitores. “Naquele momento, todos os TREs estavam requisitando servidores públicos da prefeitura e de bancos porque a demanda era muito grande”, conta.
No mesmo ano, ela prestou concurso público para atuar no Regional. Eram pouquíssimas vagas, e Ana Patrícia passou a preencher uma delas. “Eu fiz, meu irmão, Paulo, também fez. Eu passei, e ele não”, complementou.
Ana Patrícia precisou esperar até 1988, ano de expiração do processo seletivo, para ser convocada. Tudo se encaminhou graças a um empurrãozinho da mãe, Maria de Lourdes, que decidiu se aposentar para que a filha pudesse ser chamada pelo Tribunal.
Da mãe, uma servidora dedicada e cozinheira de mão cheia, ela guarda uma lembrança mais do que especial. “Um dia, na véspera de eleição, ela chegou em casa muito tarde e disse que queria fazer um carreteiro. Ela estava preparando o almoço dos mesários e disse que, no dia seguinte, passaria em todas as seções para deixar as marmitas”, rememora.
Pioneira, Ana Patrícia participou da fundação da antiga Coordenadoria de Comunicações, instaurada em 1994 para atender às demandas da imprensa local. Foi o início da estruturação da Assessoria de Comunicação do tribunal eleitoral catarinense, que, em 2005, começou a ganhar a forma que tem hoje. De lá para cá, muitas vitórias, conquistas e também muita luta.
“Aos poucos, fui criando e agregando uma equipe. Não foi fácil. É desafiador começar a criar uma assessoria e ter mão de obra. Fui criando produtos e, para cada produto que criava, necessitava de um profissional […]. Hoje nós temos dois jornalistas contratados, um designer gráfico, técnico de áudio e vídeo, contrato de fotógrafo, de filmagem, um estúdio e servidores muito capacitados”, orgulha-se.
À frente da Assessoria de Comunicação do TRE-SC desde a criação do setor, Ana Patrícia Tancredo Gonçalves completa 33 anos de serviço à Justiça Eleitoral neste ano. A experiência é farta e o saldo totalmente positivo: ao longo da carreira, a servidora trabalhou com 35 desembargadores e assessorou diretamente 17 deles.
Estava no sangue
O início da caminhada de Paulo Tancredo Gonçalves se deu como celetista da Fundação Codesc de Seguridade Social (Fusesc). Em 1986, assim como a irmã, ele também foi requisitado pelo TRE-SC para auxiliar os trabalhos de recadastramento do eleitorado do estado. Trabalhou junto à irmã e à mãe durante algum tempo, mas, após a reprovação no concurso do tribunal eleitoral catarinense, optou pela carreira de comissário de bordo na extinta Transbrasil, mudando-se de Florianópolis para Brasília.
A companhia aérea faliu e, a partir disso, a vida de Paulo tomou um novo rumo, que, curiosamente, o levou para o mesmo lugar do restante da família: “Quando a Transbrasil faliu, fiz faculdade de Direito, e o trabalho de conclusão de curso foi em Direito Eleitoral. Posteriormente comecei a fazer concursos, visando os tribunais eleitorais”, relata.
ra para ser: depois de passar por diversos órgãos públicos e processos seletivos, em 2015, ele também foi convocado para servir à Justiça Eleitoral e, juntamente com Ana Patrícia, dar continuidade ao legado familiar. Hoje, Paulo Ricardo é servidor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde ocupa o cargo de chefe substituto na Seção de Editoração e Programação Visual (Seprov).
Este texto faz parte da série “Nós somos a Justiça Eleitoral”, que vai mostrar a todos os brasileiros quem são as pessoas que trabalham diariamente para oferecer o melhor serviço ao eleitor. A série será publicada durante todos os dias de fevereiro, mês em que se comemora o aniversário de 89 anos de criação da Justiça Eleitoral.
BA/CM, DM



