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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Prefeito Alvaro Urt consegue liminar, mas não impede Câmara de julgar cassação

17/07/2020 19h46 – Atualizado em 17/07/2020 19h46

Prefeito Alvaro Urt consegue liminar, mas não impede Câmara de julgar cassação

O Juiz concedeu liminar para impedir apenas o afastamento, mas prefeito continua sendo investigado e poderá ser cassado pela câmara municipal

Por Leandro Medina

Na tarde desta sexta-feira (17) o Juiz Daniel Foletto Geller da comarca de Bandeirantes distante 70 quilômetros de Campo Grande, concedeu liminar em mandato de segurança para impedir o afastamento do prefeito Alvaro Urt (DEM) que enfrenta investigação da Câmara Municipal.

Preocupado em ser afastado do cargo o prefeito Alvaro Urt (DEM) recorreu à justiça e ingressou com pedido de liminar para garantir que continuasse no cargo, durante todo o processo de investigação pela Comissão de Investigação Processante instaurada.

Os trabalhos da Comissão de Investigação Processante, continuam normalmente, onde o prefeito tem que apresentar sua defesa, a Comissão irá ouvir as testemunhas arroladas e dentro do prazo previsto no regimento interno, expedira relatório favorável ou não ao prefeito.

O relatório deverá provar se o prefeito é ou não inocente, se não for a câmara abrirá processo de cassação e o prefeito pode perder o mandato, caso a maioria dos vereadores votarem pela cassação.

Operação “Sucata Preciosa” é deflagrada em Bandeirantes

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Promotoria de Justiça de Bandeirantes e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou, na manhã da terça-feira (2/6), a Operação “Sucata Preciosa”, que investiga crimes de peculato, fraude em licitação, falsidade e corrupção. A operação contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

A investigação foi instaurada pela Promotoria de Justiça de Bandeirantes e os fatos se relacionam à celebração de contratos com empresas privadas para manutenção de veículos da frota municipal, onde foi apurada a emissão de notas fiscais “frias”. A investigação apura se o Município de Bandeirantes pagou por supostos serviços de manutenção em veículos da Prefeitura, os quais não foram prestados, já que boa parte está sucateada e/ou abandonada nos pátios das Secretarias de Obras e Saúde daquele Município, fato este que justifica o nome da operação “Sucata Preciosa”.

Foram objeto de busca, a sede da Prefeitura Municipal de Bandeirantes, as Secretarias de Obras, Saúde e Educação, a residência de servidores e ex-servidores do Município de Bandeirantes, bem como as empresas emitentes das notas fiscais e outros suspeitos de envolvimento no esquema. São 25 mandados de busca e apreensão nas cidades de Bandeirantes, Campo Grande, Dourados e Presidente Venceslau (SP).

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