26/09/2019 18h55 – Atualizado em 26/09/2019 18h55
Candidatos querem impugnar chapa em Miranda após vídeo de suposta compra de voto
Prefeito interino e candidato a mandato tampão de um ano ainda não se manifestou sobre o caso.
Por Danúbia Burema-Midiamax
Vídeo que circula entre eleitores de Miranda mostrando suposta compra de votos do prefeito interino Edson Moraes de Souza (Patri) motivou pedido de impugnação de seu registro de candidatura, que segundo os demais candidatos deve ser protocolado na sexta-feira (27) junto ao cartório eleitoral do município.
“Quando tive acesso ao vídeo, chamei todos os candidatos que estão sendo lesados por essa compra de apoio eleitoral. E todos os candidatos e os vices vão entrar contra o prefeito interino que está fazendo essa compra de apoio, por abuso de poder, conduta vedada, vai ser um catatal de artigos”, adiantou o vereador Giorgio Bruno Maia Cordella (Solidariedade), conhecido como Jorginho Cordella.
Nesta quinta-feira (26) ele reuniu procurações dos outros candidatos acusando o prefeito de desequilibrar a disputa. “Diante de um fato gravíssimo desse, ficar inerte ou omisso é até uma prevaricação”, argumentou, dizendo não saber quem é o autor das filmagens, mas assegurando que seja verdadeira.
As eleições suplementares realizadas em Miranda são resultado da cassação da prefeita Marlene Bossay (MDB) com seu vice Adailton Rojo (PTB) e o vereador Ivan Bossay (MDB) por compra de votos.
R$ 40 por semana
Na gravação de 4 minutos e 50 segundos, um suposto eleitor caminha em direção ao comitê do prefeito Edson. Nas imagens, é possível ver adesivos do 51, número da chapa do prefeito, na porta de entrada. Em todo tempo, aquele que grava pergunta como funciona o pagamento e é informado que são R$ 40 por semana. Há inclusive orientação de que não pode retirar os adesivos do veículo, senão não recebe.
É possível ver o momento em que um suposto funcionário do comitê adesiva um veículo. O chefe de gabinete do prefeito também é mostrado na filmagem. Apesar das legendas, em nenhum momento fica explícito se aqueles que gravam são, de fato, eleitores ou poderiam ser cabos eleitorais.
No cartório eleitoral do município, ainda não há informação sobre a denúncia. O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) informou que, se ela for registrada, será conduzida pelo juiz eleitoral local.
A reportagem tentou entrar em contato com o prefeito Edson e com dois familiares próximos dele que pudessem repassar recado, mas ninguém atendeu, retornou as ligações ou respondeu as mensagens. O espaço permanece aberto para ele se manifestar sobre a acusação de compra de votos.




