31/12/2016 09h35 – Atualizado em 31/12/2016 09h35
Proposta prevê redução de secretarias, fundações e institutos com objetivo de enxugar os gastos com a máquina pública
Por Lidiane Kober
O prefeito eleito, Marquinhos Trad (PSD), participou de reunião na tarde desta de ontem sexta-feira (30), na Câmara Municipal, com os vereadores eleitos e o seu secretariado, para apresentar o projeto de reorganização administrativa da Prefeitura de Campo Grande. Entre outros pontos, a medida prevê a redução no número de secretarias, altera a nomenclatura de algumas autarquias e promove o reordenamento organizacional em diversas pastas.
De acordo com Marquinhos, com a reforma, o número de secretarias será reduzido de 19 para 11, o que trará economia aos cofres públicos.
“Precisávamos tomar medidas para fazer o enxugamento da máquina que está extremamente obesa. Portanto foi preciso cortar secretarias e também vamos diminuir em 30% o número de comissionados no nosso governo em relação a atual gestão. Vamos cortar na carne para economizar o suficiente para colocar a cidade em ordem e cumprir com nossos compromissos”, disse.
Conforme a proposta, a pasta da Receita será incorporada a Finanças e Controle formando a Secretaria Municipal de Fazenda, Orçamento e Finanças. As mudanças preveem ainda a criação da Controladoria Municipal e da Secretaria de Cultura e Turismo.
As secretarias da Juventude e de Políticas Públicas para Mulheres passarão a ser subsecretarias, ficando subordinadas a Secretaria de Governo e Relações Institucionais. Também foram criadas as de Defesa dos Direitos Humanos, de Administração Fazendária, além da Proteção dos Direitos do Consumidor.
Marquinhos esclareceu que, mesmo diante de toda polêmica que essa questão gerou, a medida é extremamente necessária diante da necessidade de se cortar gastos.
“Eu quero ressaltar que não estou fazendo nada por vontade própria e sim por necessidade. Eu gostaria que continuasse a secretaria da Mulher, assim como gostaria de criar a Secretaria da Pessoa com deficiência, mas não é possível. Com muito custo eu consegui manter essas estruturas e transformá-las em subsecretarias, contrariando os técnicos. A secretaria da Juventude, por exemplo, foi a secretaria que menos produziu nos últimos quatros anos. Toda a estrutura e organograma da Secretaria da Mulher será mantida, ela apenas não terá autonomia financeira”, completou.
As mudanças preveem ainda a criação da Controladoria Municipal e da Secretaria de Cultura e Turismo, que irá incorporar a Fundação Municipal de Cultura.
As pastas de Educação, Saúde, Assistência Social, Segurança e Defesa Social, Governo e Relações Institucionais, Infraestrutura, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente e Gestão Urbana, não tiveram alterações.
A Funesp (Fundação Municipal de Esporte) Funsat (Fundação Municipal do Trabalho), assim como a Emha (Agência Municipal de Habitação), Agência Municipal do Meio Ambiente e Planejamento Urbano, Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), IMTI (Instituto Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação), Agereg (Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos) e Agência Municipal de Previdência Social , serão mantidas. Algumas destas fundações devem ter mudanças de nomenclaturas.
A partir destas alterações ficará instituído um novo organograma da Prefeitura de Campo Grande que inclui a subprefeitura de Anhanduí e Rochedinho.
O presidente da Casa de Leis, vereador João Rocha (PSDB), se comprometeu em votar a proposta em regime de urgência ainda no domingo (1º), logo após a posse e a eleição da mesa diretora em sessão extraordinária.
O parlamentar agradeceu a iniciativa de Marquinhos e afirmou que a Câmara estará caminhando em sintonia com o Poder Executivo fazendo o possível para que a Capital volte a se desenvolver.
“A presença do prefeito aqui, todo o seu secretariado e os vereadores, é uma demonstração de unidade entre os poderes. Todos queremos virar a página e que Campo Grande volte a crescer”, finalizou.

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