24.8 C
Campo Grande
quarta-feira, 4 de março de 2026

Eleições 2016 Quem quer ser prefeito?

21/09/2016 16h12 – Atualizado em 21/09/2016 16h12

O sucesso será do candidato que atender às necessidades da comunidade

Diferentemente das demais eleições, neste ano, quem quiser vencer essa disputa, ao que tudo indica, terá de fazer uma campanha focada em proposta

Por Leandro Medina

O novo palanque político dessas eleições, assim como foi em 2014 na votação presidencial. O espaço digital é a vitrine político-partidária de cada candidato. Hoje, são 110 milhões de brasileiros com acesso à internet em qualquer ambiente, segundo a Nielsen. Só pelo smartphone, são quase 80 milhões de pessoas com acesso a internet e entre os 20 aplicativos mais utilizados, seis deles são de mídias sociais. Ou seja, esse novo comportamento interfere diretamente no cotidiano das pessoas e, consequentemente, no relacionamento entre políticos e eleitores.

Na minha visão não é necessário justificar este notório engajamento das pessoas nas redes sociais. No dia 13 de março de 2016 – quando milhares de pessoas foram às ruas –, com o Scup, ferramenta de monitoramento, foi possível coletar mais de 1 milhão de posts no Twitter e no Instagram sobre as manifestações contra o governo. As hashtags #ForaPT e #ForaDilma tiveram adesão de 27% dos internautas, enquanto 5% aderiram a hashtag #MarchaDasCoxinhas. No Instagram, 98% das menções foram favoráveis à manifestação, no Twitter 136k das menções citaram a Operação Lava Jato, resultando na coleta de 85% das menções nas ferramentas.

Diferentemente das demais eleições, dia 02 outubro, quem quiser vencer essa disputa, ao que tudo indica, terá de fazer uma campanha focada em propostas. E não adianta apenas o horário do programa político. Muito menos acreditar que ter site e canal em redes sociais é estar fazendo marketing político digital. Precisará de muito mais. Afinal, o eleitor mudou e a comunicação também. Será preciso repensar o jeito de se fazer campanha política. É necessário tirar o foco das ofensas e difamações. É preciso aprender a gerar conteúdo relevante. É vital gerar conteúdo, relacionar-se com os eleitores e inspirar ideias.

E o sucesso será do candidato que atender às necessidades da comunidade, principalmente onde ela não está sendo ouvida, e abordar questões que não estavam sendo tratadas. Apenas com o monitorando das redes sociais será possível traçar estratégias de relacionamento entre a opinião pública, eleitores e políticos. Quem o fizer primeiro, se aproximará do eleitorado e sairá na frente.

Pois qual é maior: quem está à mesa, ou quem serve?

Eleições 2016 Quem quer ser prefeito?

Leia também

Últimas Notícias

Fale com a Rádio Olá! Selecione um contato.